iMedNow Family: acompanhamento familiar de diabéticos

Familia na praia

O que é?

As pessoas que têm familiares portadores de diabetes sabem o quão estressante é a atenção e o cuidado necessários. Pode-se dizer que em tais situações o problema transcende do indivíduo para toda sua família.  O iMedNow Family visa minimizar o nível de estresse nesse acompanhamento.

O iMedNow Family é uma versão familiar do iMedNow para o monitoramento de entes queridos. É um aplicativo de uso exclusivo em celulares para acompanhamento dos níveis de glicemia medidos ao longo do dia.

O iMedNow Family permite que:

  • pais possam acompanhar seus filhos na escola estando no trabalho ou em casa.
  • filhos possam monitorar seus pais idosos para saberem se estão seguindo as recomendações médicas

Como funciona

O aplicativo lê os dados apresentados pelo glicosímetro que já é utilizado pela família e os envia para os telefones dos familiares envolvidos no cuidado do paciente.

Esses dados são apresentados na forma de gráfico e em uma lista com o valor medido e a data e hora da medição.

É importante ressaltar que a ideia é não obrigá-lo a adquirir um aparelho mais novo (possivelmente mais caro) ou adotar um fabricante em especial. Em princípio, todo glicosímetro digital, desses comuns para uso doméstico, poderá ser utilizado.

Facilidade de uso

Um aspecto a se destacar é a facilidade de utilização do aplicativo iMedNow Family. Após fazer sua medida glicêmica, como usualmente faz, basta o paciente seguir apenas cinco passos:

  • iniciar o aplicativo iMedNow Family em seu celular;
  • clicar na opção Ler medição;
  • clicar na opção Câmera;
  • centralizar a imagem do medidor pelo celular; e
  • clicar em Ok, está correto, para confirmar a leitura feita.

Com esses poucos e simples passos os dados já estarão disponíveis para todos aqueles que cuidam do ente querido.

Convite para testar a versão Alfa do iMedNow Family

O iMedNow Family Alfa para Android  é um programa que oferece acesso antecipado às próximas versões do aplicativo iMedNow Family para Android. Participando do programa você poderá enviar seus comentários e ajudar a melhorar o iMedNow Family para todos.

Em contrapartida, os primeiros 500 cadastrados terão acesso gratuito ao sistema mesmo após ele ser lançado comercialmente.

Para conhecer mais e ingressar no programa clique aqui.

iMedNow Family Alfa para Android – o que é?

Google Play - iMedNow alfa

O iMedNow Family Alfa para Android  é um programa que oferece acesso antecipado às próximas versões do aplicativo iMedNow Family para Android. Participando do programa você poderá enviar seus comentários e ajudar a melhorar o iMedNow Family para todos.

Se você quiser participar, lembre-se de que as versões alfa do iMedNow Family para Android são versões prévias do aplicativo. Elas são amostras de um produto ainda em desenvolvimento, atualizado quase diariamente e, portanto, podem ser instáveis.

Gráfico de glicose

A versão Alfa serve para ajudar na identificação de erros (“bugs“) e problemas de funcionalidade, permitindo a correção antes que ela seja distribuída para o público em geral. Seus comentários e sugestões colaboram para que seja desenvolvido um produto melhor para todos.

Como participar do programa iMedNow Family Alfa para Android?

Execute as etapas a seguir para ter acesso à versão alfa do aplicativo e começar a testá-la:

  1. Utilize o endereço de e-mail da sua conta na Play Store;

Observação: É possível ver qual seu endereço abrindo o Play Store e tocando no canto superior esquerdo da tela.

  1. Envie um email para imednowalfa arroba infax.com.br solicitando seu acesso ao programa;

Observação: Para verificar a viabilidade de uso, por gentileza, informe os modelos e marcas do glicosímetro e do celular.

  1. Um link para habilitar o acesso será enviado como resposta com as instruções a serem seguidas;

  2. Baixe o aplicativo pela Play Store;

  3. Clique aqui para ativar as atualizações automáticas, pois a versão alfa do iMedNow Family para Android será atualizada quase todos os dias; e

  4. Informe os bugs e problemas encontrados para o endereço imednowalfa arroba infax.com.br

menu principal imednow

Como sair do programa iMedNow Family Alfa para Android?

Para parar de usar a versão alfa  para Android:

  1. Saia do programa alfa clicando em Sair do teste na Play Store;
  2. Desinstale a versão de teste do aplicativo iMedNow Family do seu Android.

Depois de concluir todas essas etapas, você não estará mais testando a versão alfa do aplicativo.

Como faço para ativar ou desativar atualizações automáticas do iMedNow Family Alfa para Android?

Você pode se certificar de que está sempre usando a versão mais recente do iMedNow Family permitindo as atualizações automáticas. Para ativar ou desativar atualizações automáticas:

  1. Abra a Google Play Store e toque no botão menu do seu celular;
  2. Toque em Configurações;
  3. Toque em Atualizar aplicativos automaticamente e opte por ativar ou desativar as atualizações automáticas.

Benefícios do iMedNow

Estudos demonstram que o uso do monitoramento remoto reduz significativamente os custos no tratamento de diabetes mellitus, da hipertensão arterial sistêmica, da insuficiência cardíaca, de doenças respiratórias crônicas, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O mercado brasileiro não dispõe de aplicativos similares ao iMedNow ® , portanto, sua aplicação é um passo importante para a disseminação de técnicas de  telemonitoramento, telediagnóstico e uso de sistemas inteligentes de processamento de informações clínicas para apoio à decisão médica.

leitura de glicose no iMedNow

O Sistema Único de Saúde brasileiro (SUS) é um sistema hierarquizado de prestação de serviços de atendimento à saúde: assistência básica à saúde, assistência secundária (especialidades médicas) e terciária (internações).

A estratégia para implantação da Assistência Básica à Saúde é o Programa de Saúde da Família (PSF). Nesse modelo, uma cidade, por exemplo, é dividida geograficamente em regiões contendo um número aproximadamente fixo de famílias que são atendidas por uma equipe multiprofissional em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Agentes Comunitários de Saúde (ACS) fazem o elo entre a equipe de médicos, dentistas, e outros profissionais de saúde da UBS com a população. Visitas domiciliares de membros da equipe de saúde da família são
agendadas de acordo com demandas específicas de cada família e/ou paciente.

A DM e a HAS adicionam custos financeiros altíssimos tanto ao sistema de saúde público quanto para o sistema suplementar de saúde. Segundo dados do SIH/SUS, os gastos anuais com internações diretamente ligadas à DM são de 72 milhões de reais e cerca de 2 bilhões de reais com doenças cardiovasculares. A maior frequência de internações e maiores gastos são ocasionados por doenças cardiovasculares em indivíduos com mais de 75 anos de idade. Com
o envelhecimento relativamente rápido da população brasileira que vem ocorrendo, esses números tendem a aumentar.

As mortes que tiveram a DM como causa básica aumentaram quase 50% no período de 1990 a 2006. O índice passou de 16,3 para 24 por 100 mil habitantes.

O aumento do número de mortes está concentrado entre os homens com 40 anos ou mais.
Nessa faixa etária o índice de aumento foi de 2,3% ao ano. A partir dos 60 anos, esse aumento foi de 3,5% ao ano. Já entre as mulheres com mais de 60 anos o aumento foi de 1,7% e para as que estão na faixa etária de 40 anos ou mais é de 1% ao ano.

O iMedNow ® tem aplicação direta na assistência pública à saúde, e é particularmente adequado ao modelo do PSF para aprimorar o controle da DM e HAS, diminuir a ocorrência de complicações, melhorando assim a qualidade do atendimento e liberando recursos públicos do orçamento da saúde para outras áreas. Além disso, os programas públicos de saúde estruturados para diminuição populacional das complicações da DM e ou HAS, como o programa Hiperdia, os grupos operativos de hipertensos e diabéticos do PSF, o telemonitoramento de pacientes proporcionará uma visão em tempo real da resposta ao tratamento dos seus pacientes para o médico e equipe de saúde responsável. A partir dos dados consolidados, métricas quantitativas de resultados serão facilmente extraídas pelos gestores, permitindo análise criteriosa dos programas, da efetividade dos investimentos feitos, permitindo otimizar a alocação de recursos em saúde.

Operadoras de serviços de medicina suplementar também são continuamente pressionadas para obterem uma otimização da alocação de recursos e diminuição da sinistralidade na sua base de associados. Nesse contexto, técnicas e tecnologias de prevenção de agravos à saúde, detecção de tendências e padrões dentro da sua base de clientes são fundamentais.

O telemonitoramento de glicemia e pressão arterial feitos com o leitor universal iMedNow ® trará benefícios diretos tanto para o setor público de atenção primária à saúde quanto ao setor privado da saúde suplementar.

Referências

Jaana, M., Paré, G. Home telemonitoring of patients with diabetes: a systematic assessment of observed effects Journal of Evaluation in Clinical Practice, 2005.

Paré G., Moqadem K., Gilles P., St-Hilaire, C. Clinical Effects of Home Telemonitoring in the Context of Diabetes, Asthma, Heart Failure and Hypertension: A Systematic Review Journal of Medical Internal Research, 2010.

Louis A.A., Turner, T., Gretton, M. Baksh A., Cleland, J.G.F. A systematicr review of telemonitoring for the management of heart failure The European Journal of Heart Failure, 2003.

Barbara Johnston at al., Cost-Minimization Analysis of a Telehomecare Program for Patients with Chronic Obstructive Pulmonary Disease Archives of Family Medicine, 2000, Guy Paré, Claude Sicotte, Danielle St-Jules and Richard Gauthier, Telemedicine and e-Health, 2006.

iMedNow – inovação tecnológica

O iMedNow ® é resultado do sucesso do projeto de pesquisa de inovação tecnológica para desenvolvimento de um “Software leitor universal de medidores de pressão e glicosímetros digitais” aprovado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ, no Edital n.o 42/2013 – Tecnova – Rio Inovação 2013 –Subvenção Econômica à Inovação (http://www.faperj.br/interna.phtml?obj_id=10110).

A principal inovação do iMedNow ® é o paradigma de telemonitoramento usando um único dispositivo de transmissão sem fio, em vez de contar com a posse, pelo paciente, de sensores por si mesmos capazes de transmitir dados. Seu uso será feito apontando a câmera do smartphone para o visor de um sensor, como o glicosímetro ou esfigmomanômetro digital.

leitura de pressao iMedNow

Após coletar uma foto do visor do sensor, o dispositivo processará a imagem adquirida. A seguir a foto e os dados são transmitidos ao banco de dados. Além do dado coletado, o dispositivo poderá enviar conjuntamente outras informações, como data, horário e a localização. Os dados serão armazenados e acessados por um sistema com acesso restrito ao paciente e ao médico (ou equipe médica) responsável.

Glicosímetros e esfigmomanômetros para aplicações em monitoramento domiciliar capazes de transmitir dados já existem no mercado O inconveniente desses dispositivos é o alto custo.
Mesmo no mercado internacional seu uso ainda é muito pouco disseminado.

A estratégia de leitura do resultado de um exame mostrado no visor de um sensor é adequada para o mercado brasileiro, pois é imediatamente aplicável para aparelhos que o paciente já possui. Além disso, o software pode ser programado para ler sensores diferentes.

Telemonitoramento – justificativa médica

O Conselho Federal de Medicina (CFM) define a telemedicina como “o exercício da Medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audio-visual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em Saúde” (Resolução 1.643, de 07 de agosto de 2002, do CFM). Portanto, o telemonitoramento pode ser enquadrado como um ramo de aplicação da telemedicina.

Leitura de glicose

O diabetes mellitus (DM) é uma doença metabólica caracterizada pelo aumento anormal e crônico da concentração de glicose no sangue. Dois tipos de DM se destacam: o DM tipo 1 (DM-1) e o DM tipo 2 (DM-2). O DM-2 é a forma mais comum da doença. Acomete indivíduos adultos e é acompanhada por outras anormalidades metabólicas. O DM-1 tem início na infância ou adolescência, sendo causada por ausência da produção de insulina.

O diabetes mellitus tipo 2 (DM) é uma doença de curso inexorável, que causa complicações graves a longo prazo, tais como doença coronariana obstrutiva crônica (DCO), infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular encefálico (AVE), retinopatia diabética, insuficiência renal crônica (IRC), além de amputações de membros e maior susceptibilidade a doenças infecciosas.

Medidor digital de pressao

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é definida como pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg. A coexistência de DM com HAS é frequente, e a ocorrência de uma dessas condições aumenta o risco para o surgimento da outra e ambas são sinérgicas em aumentar o risco de doenças cardiovasculares (principal causa de morte não violenta).

Na ausência de sintomas os portadores DM e HAS frequentemente apresentam graves anormalidades metabólicas. Um paciente portador de DM pode ter valores de glicemia de jejum, em exame colhido no laboratório de análises clínicas, normal, mas ter glicemia pós-prandial cotidianamente, ou pelo menos eventualmente, fora dos limites aceitáveis. Ou, ainda, um paciente portador de DM pode ter repetidamente hipoglicemia ao final da tarde após a prática de exercícios físicos. Ambas as condições exigiriam ajustes no tratamento.

Logo, parâmetros clínicos importantes podem variar dentro de uma escala temporal menor que o acompanhamento médico ambulatorial pode detectar. Além disso, a resposta ao tratamento é influenciada por atividades diárias e pelos hábitos de vida, tais como, alimentação, uso de bebidas alcoólicas, tabagismo, prática de exercícios físicos.
Por esse motivo, a coleta domiciliar de dados clínicos feito pelo próprio paciente, por seu cuidador ou por um Agente de Saúde, aliada ao uso de recursos da tecnologia da informação auxiliarão o médico, fornecendo-lhe um conjunto de dados mais precisos para seu raciocínio diagnóstico, melhor embasamento para escolha de propedêutica complementar e suporte para decisões terapêuticas.

Diversos estudos clínicos realizados nas mais conceituadas instituições de ensino e pesquisa em Medicina no mundo mostram que controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial diminui as complicações clínicas das mesmas e retarda o aparecimento das consequências mais raves dessas doenças.

O uso de técnicas de monitoramento remoto de pacientes é uma tendência que vem sendo incorporada em diversas áreas da atenção à saúde. Tais técnicas visam dar ao médico informações sobre condições clínicas do paciente cuja coleta seria difícil ou até impossível usando-se outras abordagens. A coleta domiciliar de dados clínicos fornece informações sobre variáveis fisiológicas, evolução clínica, resposta ao tratamento, etc., de forma complementar aos exames clínicos laboratoriais tradicionais. O monitoramento remoto permite que a equipe
médica tenha dados atualizados antes mesmo do retorno do paciente a uma consulta.

O Instituto de Economia de Montreal divulgou um estudo em que revisou a literatura médica acerca de diversas abordagens de telemonitoramento e concluiu que o uso da telemedicina e do telehomecare (o envio de informações do paciente domiciliar para um local remoto) é capaz de:

  • aumentar a qualidade de vida dos pacientes;
  • diminuir o número de internações;
  • diminuir a mortalidade;
  • aumentar a eficiência dos serviços de saúde; e
  • reduzir significativamente custos.

Esse relatório cita, por exemplo, que diversos estudos canadenses, europeus e americanos obtiveram até 50% de diminuição dos custos com internação.

O telemonitoramento ainda colabora com uma maior interatividade entre paciente e médico e induz um comportamento mais proativo por parte do paciente e maior participação no controle da doença, fator esse fundamental no tratamento de qualquer doença crônica.
O uso racional da tecnologia da informação e da computação pode contribuir para o manejo custo-efetivo, para a melhora na qualidade de vida dos pacientes e diminuição de complicações da DM e da HAS.